sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hemorragia no escuro

A chuva cai

A calmaria do dia se esvai

a tarde chega

A ociosidade se concentra

A noite chega

Como uma poderosa tormenta

Divã da solidão

oquidão aguda do coração

Muitos entraves

Muitos dizeres em silêncio

Gritam somente os nãos

O amor se esconde

Só Deus sabe aonde

A perfeita beleza se encontrar

Num místico e surreal mar

Talvez de hipócritas calmarias

De silêncios e desenganos

E espirituais hemorragias

Que em meu frágil peito etéreo

Se põem a escoar, escoar....

E o silêncio que em mim cultivar

Que a minha mente sempre elucida

Um grito desesperado a praguejar

Em mais um tenebroso e profundo escuro

Da rotina finita da corpórea vida

Que estamos sempre a executar







Paulo Jorge 29/08/11