A chuva cai
A calmaria do dia se esvai
a tarde chega
A ociosidade se concentra
A noite chega
Como uma poderosa tormenta
Divã da solidão
oquidão aguda do coração
Muitos entraves
Muitos dizeres em silêncio
Gritam somente os nãos
O amor se esconde
Só Deus sabe aonde
A perfeita beleza se encontrar
Num místico e surreal mar
Talvez de hipócritas calmarias
De silêncios e desenganos
E espirituais hemorragias
Que em meu frágil peito etéreo
Se põem a escoar, escoar....
E o silêncio que em mim cultivar
Que a minha mente sempre elucida
Um grito desesperado a praguejar
Em mais um tenebroso e profundo escuro
Da rotina finita da corpórea vida
Que estamos sempre a executar
Paulo Jorge 29/08/11
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