sábado, 4 de abril de 2015



Orestes: -Você, caro amigo Policarpo procurou o seu destino, não se cuidou, nunca se interessou em dietas, em fazer regularmente exercícios físicos, nunca se deu conta que era preciso regular suas taxas de glicemia, sal e gordura no sangue. Então chego a conclusão que não mereces ter a parola da lamentação em sua boca cheia de dentes, compreende? Resta-lhe apenas o intuito de esforço para cuidar-se ou morrer devagar e da pior forma possível por causa da musa negra da morte que chama-se diabetes.O seu beijo é doce como o mais puro mel, mas o seu efeito é enganador e mortal.

Orestes Veiga. Personagem do romance "As angústias de um filósofo diabético."

Paulo Jorge Maceió-AL 03/04/15

domingo, 29 de março de 2015

Mataram-no




Mataram o meu amor...
Fizeram questão de assassinar...
O meu coração tolo...
Que só fazia questão de saltitar
Em direção ao mundo que me encantou e me esqueceu...
Que me feriu a ferro e fogo...
E o meu espírito sinceramente gemeu, e geme de dor...
Só me aprisionaram...
Nas teias sagazes da penumbra de uma manhã...
De saudades e de afã estéril e resoluto...
No inculco de um homem tonal...
De desforme coração esfumaçado de preto...
E coberto de sangue e repleto de sincera dor, cruel e cabal desse jeito...
Paulo Jorge.
Maceió- AL 21/03/2015

sábado, 14 de março de 2015

Miragem




Quero matar essa saudade de alguém...
Que existe uma miragem que detém, detém...
A proximidade que tem, que tem...
Perfume que exala a ninguém, a ninguém...
Uma fada, uma Elfa mística...
Onde foi que eu encontrei você?
Depois daquela manhã..
Assim fui me perder...
E como a Eva a passar desilusão
Com rudez foi magoar meu coração...
E me creditaram uma crença em você
Fui assolado por servidão e seu revés
Uma fada, uma Elfa mística...
Onde foi que eu encontrei você...
Depois daquela manhã..
Assim fui me perder...

Paulo Jorge (Haddamanttiis)
Maceió-AL. 14/03/2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

Saudade





A tal saudade armadilha sorrateira...
É invisível mas danada e dá canseira...
Deixa deprê e o peito abafado...
Fere com ferro e depois joga no mato...

É destemida e não sopra brincadeira...
Maquina a mente só pra nós fazer besteira...
E nos machuca feito sapato apertado...
E quando explode fere até com os artefatos...

Dor de cabeça que não tem nenhum remédio...
Onde há dor ela faz o seu ministério...
Não adianta chorar, rir ou reclamar...
Se a tal saudade só passa se o amor chegar...

É tão astuta e não tem um tempo certo...
Aonde passa o seu estrago é bem severo...
Só há uma cura momentânea pra se dar...
É quando vem o nosso amor nos abraçar...

A tal saudade corta mais que uma gilete...
Corte profundo, agudo e ninguém descreve...
Só sente ela quem se atreveu a amar...
E desventuras soube sempre assimilar...

É aceitar o curso natural da vida...
Saber que ela tem voltas e despedidas...
E a saudade sempre torna a voltar...
Tanque blindado, nada vai adiantar...

Só respeita seu coração quando ascende...
Só mesmo um mero mortal acha que entende...
Como uma chama mortal que se desprende...
Como um bote fatal, negra serpente...

Fio de espada que se põe em atacar
Ferida aberta, hemofílica a sangrar
Caiu de podre quem se põe a socorrer
Vírus ebola a matar, sobreviver...

Paulo Jorge
Maceió-AL 01/10/2014

O que você escolhe?




Céu, fim, paraíso ou túnel negro?
Tesouros na terra, no céu ou tolo apego?
Vida, manipulação ou condicionamento cego?
Ilusão, redoma de cérebro ou Matrix do ego?
Corpo, vaidade ou escamas da ilusão?
Deus, Alá, Ashtar Sheran ou Lúcifer da escuridão?
Bíblia, Filosofia ou singelo e efêmero veraneio?
Verdade, amor, palavras, desapego ou não fazer questionamentos?
Religião, guerra, paz ou universal aceitação?
Machismo, Feminismo, gênero, classe ou alienação?
Ritos, divorcios, festividades ou alegorias?
Gritos, saudades, devaneios ou tola histeria?
Evolução, regressão, modernidade ou museu?
Prótese, ciborgue, anormalidade ou preconceito seu?
Poesia, vaidade, perda de tempo ou filantropia?
Arte, estética, historicidade ou hemorragia necessária do ser?
Sexo, violência, caridade ou Rock'Roll?
Honestidade, sagacidade, retórica ou honesto soul?
Ferrorama, autorama, tablet, celular ou lego?
Precocidade, Amabilidade ou parecer sincero?
Brigar, morrer, esperar ou perder a paz?
Ler, comer, rezar ou chorar mais?
Amar, odiar, apaixonar ou tomar veneno?
Cicuta, morfina, guaramix ou cianureto de potássio?
Wolwerine, super-man, homem aranha ou Capitão América?
Internet, TV aberta, baile funk ou ir a igreja?
Leia, ou não leia, analise ou ignore
Mas qual dessas vidas descritas, dessas escolhas explicitas você elege, você escolhe?

Paulo Jorge (Haddamanttiis)
Maceió-AL 14/03/2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

Velho Júnior




Velho...
Como assim velho?
Velho Júnior...
Simplesmente um mito
Um monolito na história
Repleta de glórias do grande
Do super campeão Flamengo
Eterno mengo
Eterna geração da década de oitenta
Para quem lembra
Simplesmente um esquadrão
Um dream team inesquecível
Aonde o Júnior ou velho Júnior participou...
E profunda e singelamente honrou o manto rubro-negro
No tempo que ficou no Flamengo
E sempre esteve a eternizar
Com suas magistrais jogadas de mestre
De maestro que a torcida, a massa e a nação não esquece
E para os íntimos
Íntimos que não são poucos...
Simplesmente a maior torcida do mundo o chama de velho Júnior...
Que com seus cabelos já grisalhos conseguiu
De formas geniais trazer conquistas indeléveis
Para o maior clube do mundo inteiro e do Brasil
Para o grande rubro-negro carioca...
Grato ao paraibano Júnior...
A nação lhe diz obrigado com muito orgulho
E honra por ter passado e honrado o manto vermelho e preto...

Paulo Jorge
Maceió-AL 11/01/15