Recordar coisas belas do passado é viver também
Recordar coisas ruins nos ensina com firmeza
Mas infalivelmente nos entristecem com desdéns...
Um coração machucado
Por insucessos e erros do passado
Faz chorar a alma
Me faz sangrar calado
Ao mesmo tempo que vou me fortalecendo
Paralelamente vou também me entristecendo
Ser forte ao preço do sofrer
Causa feridas que o nosso coração em algumas partes tendem a apodrecer...
Como um caçador impiedoso de mim mesmo
Vou tentando corrigir erros do pretérito
Que são cabais, horríveis e grotescos...
Na essência do homem que há em mim
Se transforma numa cachoeira de dilemas em quedas d'água sem fim...
O que ser? Aonde chegar?
Se devo sorrir...ou devo chorar...
A única coisa que considero concreta de certo
É a afirmação profunda do questionamento ereto
Só sei que nada sei...
De um filósofo universal e concreto...
As minhas rimas superficiais, profundas e tristes
O meu único álibi que tenho nesse mundo efêmero imparcial que persiste
Em viver em amarras da ignorância e que são perenes e fugazes...
Spokkus Haddamanttis
Maceió-AL 28/05/14
Quando acordei de um pesadelo
Eu vi recair sobre mim uma realidade
Um mundo inteiro
E descobri na realidade o verdadeiro desmantelo...
Quando resolvi fugir de um mal sonho
E as sua garras tenazes
Vi que a minha quimera realidade era um filme tristonho
Era a verdadeira luta sangrenta, onde estão extrínsecas as maldades
Por enquanto só há dois pesadelos para acordar
Uma realidade que assusta
Que proporciona quimeras e e enxuta os belos sonhos
E um sonhar que acabrunha e ilude forçosamente o subjetivo ninar...
A morte...que tal morte?
Seria o próximo iludir, sonhar ou torturar?
Eterno como diz no evangelho fanático existente?
Que ilude a mente e o coração de quem se diz crente?
Essa resposta eu não sei
E de fato não tenho como provar-lá
Nem de desfazê-la e nem de apoiá-la
Simplesmente porque não quero, sinceramente não quero...
Pois procuro ser autêntico
Ser eu mesmo
Ser sincero
Pelo menos comigo mesmo é o que eu espero
Pois o pesadelo é na vida real
Ou num sonho diurno, vespertino ou noturno
Na sala, no quarto e na rede
Numa esteira ou deitando-se no quintal...
A vida real ou sonhada
A vida mística, fantasiada
Essas sim
São os verdadeiros pesadelos tonais...
Spokkus Haddamanttiis
Maceió-AL 13/05/14
O que me irrita não é o descaso e o cansaço, a solidão...
O que me irrita não é o marasmo, ser excluído e ser afastado, repugnado
Assolado pela a doce ou arredia ilusão
Não...
O que me irrita é não ter uma saída, uma explicação...
O que me irrita é essa hipocrisia audaz...
Esses sonhos empíricos como nuvens ou sonhos de gás...
O que me irrita é a demagogia de certas pessoas
O que me irrita é essa falsa complacência demasiada
São tomadas de decisões alienantes, repugnantes e não pensadas com rigor de coragem...
Sinceramente o que me irrita é a covardia do pensar e da falta de uso da consciência crítica
Da alienação de qualquer cunho for
Dessa idiotice retilínea em que neste futuro estamos submersos e encarcerados nesta ilha de futilidades...
Dessa magia do empirismo, do falso que é belo sem consistência e qualidade de suas premissas e argumentação...
A covardia crítica é o que me irrita e me causa profunda indignação...
Paulo Jorge
Maceió-AL 12/05/14
Hoje se foi...
Para sempre se foi...
O alegre e eterno sabiá
Cantar em outras terras e outros céus
Fez os céus intangíveis chorar
Lágrimas serenas e leves
Alegres...
Mesmo sabendo que ele o sabiá eterno
Não voltará mais
Vá querido mestre sabiá
Descansar e alegrar
Os céus e os anjos, o nosso senhor
Que com certeza se alegrará com louvor
Junto com você
Por incrível que pareça
Não ficamos tão tristes
Mas muito alegres porque tu existisses
Em nossa existência
Em nosso temporário lidar...
O nosso singelo e aquebrantado
Muito obrigado por nos fazer cantar e dançar
Com o corpo e as cordas vocais da alma...
Paulo Jorge
Maceió-AL 08/05/14
Quando eu tinha penas oito anos
Meu coração ficou sem uma parte
Pois desde aquele ano, descompassado ele bate
E os meus olhos se inundam pela a falta que um Silva me faz...
Um Silva que foi um belo esportista
Um ídolo originador de belas e eternas conquistas
Dentro e fora das pistas
Um verdadeiro guerreiro brasileiro de louros na cabeça
Onde a sua vida inspira quase duzentos milhões de brasileiros
Sendo Silvas ou não
Mas o guardam no coração
Uma eterna saudade de um brasileiro ilustre que nunca irá morrer
Quando ouço o tema da vitória
Meus olhos automaticamente se inundam de lágrimas e choram
Coisa que tento mas não consigo controlar
Pois a minha alma e mente relembram e rememoram o conquistar dele, de Ayrton
Muitas saudades seu moço...
Que na idade de Cristo disse para todos nós um eterno até logo
Um tchau...que nos incomoda e sabemos que talvez não irá passar
Talvez nuca mais poderei olhar você vivo, falante de novo...
O que eu posso e quero dizer-te
Aonde você estiveres e poder ver-me
É só um muito obrigado
E tenho fé que vou ver-lhe de novo e dar-lhe um afetuoso abraço
Ayrton te amo muito....
Paulo jorge
Maceió-AL 04/05/14
Pensei que a solidão seria suprimida no calor tênue das minhas cobertas
Que a minha mente mais uma vez seria sagaz para esquecer do maléfico pretérito, esperta...
Mas me descobri novamente equivocado
Me encontrei de novo vítima do meu pesadelo, aprisionado...
Por mais que o futuro me pareça sorridente
Otimista e surpreendente
Mas é complicado e árduo
Dos grilhões que me assolam se livrar sem nenhuma ferida, sem nenhum estrago...
Mas de firmeza
Me encontro melhor agora
De que já fui no passado com certeza...
Mas não há nada que o tempo não possa suprimir e suplantar
Aliviar as dores
Ou até mesmo cessar os sofrimentos vividos
Até dos equivocados amores que serão esquecidos...
Como diz a canção mar aberto interpretada pelo o imortal cantor Jessé
"O que passou passou..., o mundo dá voltas, e nada volta pro mesmo lugar"
Não há ferida mais profunda que o tempo não possa diminuir o fluxo de sangue
Ou definitivamente curar-lá...
Assim vou peregrinando
Nesse mundo incerto
Mas vou tentando seguir ereto
Nesse duvidoso enfim...
Paulo Jorge
Maceió-AL 03/05/14
Antes eu me perdi para mim mesmo através de vaidades tolas e alheias
Hoje me perco em palavras da m'alma que me espremem e me incendeiam
Hoje debruço-me em palavras banais, humanas e torpes que da minha mente clareiam...
Hoje faço o bem que não me quiseram e só aonde a minha platéia alvoroçada, alegremente elas festejam...
No riacho de minhas singelas e perenes palavras
Aonde são proferidas ao vento e ao Léo, reinventadas
A cada dia que me ponho a ousar-me mais
No dia-a-dia em que deixo as opiniões não construtivas alheias para detrás...
No advento da minha saída
Nessa contemplação de ida e volta
Nessa ida e vinda severina
Típica do poeta tolo e muito romântico que vive e se definha, revolta-se...
Não o definhamento do corpo
Mas do definhamento da alma
Da energia e do perispírito humano
Desgastado e se desgastando e não se acaba...
Contempla o pico mais alto da existência
E retorna sublimemente ao estado de latência
De um vir e chegar perene
Sem ter um fim palpável e empírico aos olhos nus que contemplem...
Paulo Jorge (Spokkus Haddamanttiis)
Maceió-AL 01/05/14
Nem toda a poesia é suficiente
Nem todos os meus pensamentos são tão abrangentes
Para defini-la na sua beleza em flor...
Rico és o homem que é alvo do seu carinho
Alvo do seu profundo querer
Alvo do seu amor
Como a queria
Em minha singela vida
Como uma deusa, como minha rainha, para eu puder exaltá-la e cortejá-la...
Para o seus olhos serem a minha luz
Seu corpo o meu sagrado templo
E a sua vida o meu valoroso reino, para lutar e preservá-lo a todo o momento
A como eu queria lhe colher nos belos campos como uma doce e perfumada rosa
Como eu queria puder perecer docemente em seus encantos
E ao seu lado poder a noite dormir e pela a manhã acordar, nossa...
Segurar-te em meu colo
E de alegria rodopiar-me
Contigo e ser o seu servo fiel para sempre amar-te...
Sim...minha rainha
Paulo Jorge
Maceió-AL 30/04/14
Escreva a sua poesia sem se importar com a sua caligrafia
Pois tudo hoje é praticamente digitado
No teclado do celular, do tablet ou do computador, seja ousado...
Escreva a vontade o seu pensamento
Sem o pudor ou tolo tormento de errar, ser reconhecido ou não...
Se importe realmente com o que foi vivido no seu ato de poetizar
Dentro do seu coração...
A poesia é livre e não tolera quem a delimite
Quem possui a asneira de gramatiquice querer nela implantar
Ela procura quem sabe sonhar sem pudor, sem cela, e quem quer no precipício das palavras se jogar...
A escrita deve ser livre, e sem tolas formalidades
Como muitos tolos do século vinte e um ainda fazem
Levam as palavras tão a sério, e com tanto zelo, que aprisionam-se no próprio desespero de errar...
E assim de fato deixam de sonhar...
Você não precisa ser letrado, ou doutor das letras para poetizar
A única exigência feita é a humildade cândida cultivar
Para assim ser livre para escrever
Sem a histeria dos tolos que nunca foram donos das letras para variar
Possuem uma indigesta idiotice de querer corrigir até o próprio nariz
Que por vezes é imperfeito
E só conseguem enxergar de fronte o rosto um palmo
E só conseguem enxergar os defeitos alheios...
Como o Mestre Monteiro Lobato dizia
Que o potuguês era uma língua que carecia
De simplicidade para se agigantar
Mas essa necessidade ainda estar para se saciar, infelizmente...
Ouse-se no mundo da escrita, da poesia
Como uma doce cortesia oferecida por Deus
Esse Deus que nos permite seguir o nosso futuro
Sem nele interferir, e nos permite cair e levantar-se
Sem a carência da crença como cego seguro de vida para apoiar-se...
Engaje-se no mundo das palavras e solte a sua imaginação
Sem as mazelas de pessoas metidas a poetas ou poetizas
Que não se enxergam e se acham donos de tudo e de toda a razão...
A poesia e a escrita anseiam por humildade
E essa não se encontra em tola vaidade de não errar umas palavras nesse nosso burocrático e nauseabundo português
Quem assim ele o fez?
Nós brasileiros ou os portugueses?...
Vamos simplificar ele de uma vez
Na simplicidade
É aí que a poesia está
Está de coração aberto para os humildes
Que possuem em sua alma simplicidade sublime...
Escreva a sua poesia
Com uma dedicada modéstia
Sem falsa humildade
Sem a hipocrisia e suas peripécias
E seja feliz...
Paulo Jorge
Maceió-AL 28/04/14
Como me sinto aliviado
De ter me livrado
Das mazelas asquerosas do passado
Que nada me acrescentaram
De personas falaciosas
De má qualidade e prodigiosas
Com maligna tendencia e delinquência
E edificaram em mim um mal que já cessou
Me sinto livre
Me sinto justiçado
Porque essas personas terão a sua devida recompensa
Pelo o mal que me causaram
Pelo o fato de ser humano
Não tenho nada, absolutamente nada de santo
E de coração torço para que pereçam na pena da vida
A pena que propositalmente acharam
E que realmente esqueçam
Realmente esqueçam
Que alguma vez nesta vida
Nesta vida tenham me procurado
Pois para mim estão mortas
Mortas e enterradas
E já foram por mim esquecidas
E aniquiladas do meu ser, do meu pensamento e de m'alma...
Spokkus Haddamanttiis
Maceió-AL 27/04/14