quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Angústia



Se me desfaço ao sol do dia
E me desmilinguo no sereno da noite
Me evaporo com a brisa tarde
Me encarcero com meu solitário pernoite
Me jogo no afã da solidão
Me deito na vida
No frio e fresco chão
Para o fim ou a eternidade
Para um mundo desconhecido
Ou futurística cidade
Do além
Ou do cosmos e sua mansidão
Para o criador
Ou temerosa escuridão
Aonde irei?
Uma angústia
Angústia de um mortal
De limitada astúcia
De pensamento veloz e imortal

Paulo Jorge

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