segunda-feira, 14 de abril de 2014

A vida de um Homem



A chuva cai em doce remanso
Reflexão da iniciação diária
Indecisão semeada com sutil espanto
Da mestra vida, doce, cruel e solidária…

Incógnita solitária
Do ser, fazer e a qual resultado chegar
Que a mente já fortalecida esquece
Que esse é o hábito da vida de um homem no seu desenrolar…

Nunca é fácil
Mais não é extremamente difícil
É salpicado por efêmeras virtudes
E recheada de bastantes erros, imperfeições e cabais vícios…

Entregue a sorte
As possíveis promessas alheias
Ao revés da sorte diária
Que expia, machuca, maltrata e friamente espreita…

Ao castigo profundo da cruel solidão
Essa é a sina de ser verdadeiramente homem
E poder enfrentar sem luz
Sem luz de tocha ou lanterna, o poderoso grito da escuridão…

Ser homem sem ter nenhum vício
Ser homem de ter belos, hipócritas e exemplares princípios
Nobres atitudes de cunho vicitíneo
Sem ao menos ter direito de mostrar o seu lado humano e híbrido

Homem perfeito imperfeito
Que tem de acertar e é penalizado se errar
E com a promessa de uma derrocada triste se continuas a andar…
Pelas veredas do inconformismo por seu papel original, ter que encarnar, encarnar e encarnar…

Ser homem é isso…
Não é fácil como a popularidade exalta
Mas não é assim tão difícil
Quem da coragem diária se farta…

Buscando sei lá o que
Um bem comum para si próprio?
Ou talvez como outros assim o querem?
Não tendo a escolha de ser apenas um singelo refém do seu coração sonhador, infeliz e mórbido…

Só de um sequestrador injustiçado
Como quer uma sociedade de mente raquítica e estreita
Assim, eles que esperem…
O meu ar de irônica preocupação e muito, mas muito satisfeita…

Deixo que eles mesmos se degenerem…
Por si próprios…
E assim eu levo a minha singela e curta vida
De um homem romântico, selvagem, chato e sempre tachado de inóspito…

Paulo Jorge

Maceió-AL 03/05/14

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