
Sou dono do meu pensamento...
Das minhas boas e más ações
Sou dono dos meu bons ou maus momentos...
Das minhas alegrias, raivas, intempéries, solidões...
Da magnitude do meu destino
Da carranca da minha cara sisuda
Do curvar dos meus lábios
Da ação do meu sorriso
Das minhas escolhas
Sendo ela más ou boas
Se minha ira se transforma numa grande tempestade
Ou uma raiva passageira como garoa...
Sou dono da minha vida
Da minha existência sofrida
Ou com mesclas tênues de
Pura e contrita alegria
Sou o homem que quero ser
O humano que eu quero transparecer
Pra fazer o bem ou o mal
Pra ser dócil ou agressivo, manso ou Cabal...
Sou desmedido
Sou indefinido
Sou enquadrado
Sou delimitado
Posso ser puro ou impuro
Opinar tenazmente...
Ou me domiciliar nas profundezas do meu ser
Ficar observando encima do muro eficazmente
Posso ser jovem demais...
Ou dependendo ser altamente experiente maduro
Sou apenas mais um homem limpo ou tenaz
Que anda com uma lamparina se guiando no escuro
Sou dono do meu ser...
Dono do meu engajamento...
Paulo Jorge
Maceió-AL 08/04/14
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