sábado, 3 de maio de 2014

Discretos lamentos




Pensei que a solidão seria suprimida no calor tênue das minhas cobertas
Que a minha mente mais uma vez seria sagaz para esquecer do maléfico pretérito, esperta...
Mas me descobri novamente equivocado
Me encontrei de novo vítima do meu pesadelo, aprisionado...

Por mais que o futuro me pareça sorridente
Otimista e surpreendente
Mas é complicado e árduo
Dos grilhões que me assolam se livrar sem nenhuma ferida, sem nenhum estrago...

Mas de firmeza
Me encontro melhor agora
De que já fui no passado com certeza...

Mas não há nada que o tempo não possa suprimir e suplantar
Aliviar as dores
Ou até mesmo cessar os sofrimentos vividos
Até dos equivocados amores que serão esquecidos...

Como diz a canção mar aberto interpretada pelo o imortal cantor Jessé
"O que passou passou..., o mundo dá voltas, e nada volta pro mesmo lugar"
Não há ferida mais profunda que o tempo não possa diminuir o fluxo de sangue
Ou definitivamente curar-lá...

Assim vou peregrinando
Nesse mundo incerto
Mas vou tentando seguir ereto
Nesse duvidoso enfim...

Paulo Jorge

Maceió-AL 03/05/14

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