
Antes eu me perdi para mim mesmo através de vaidades tolas e alheias
Hoje me perco em palavras da m'alma que me espremem e me incendeiam
Hoje debruço-me em palavras banais, humanas e torpes que da minha mente clareiam...
Hoje faço o bem que não me quiseram e só aonde a minha platéia alvoroçada, alegremente elas festejam...
No riacho de minhas singelas e perenes palavras
Aonde são proferidas ao vento e ao Léo, reinventadas
A cada dia que me ponho a ousar-me mais
No dia-a-dia em que deixo as opiniões não construtivas alheias para detrás...
No advento da minha saída
Nessa contemplação de ida e volta
Nessa ida e vinda severina
Típica do poeta tolo e muito romântico que vive e se definha, revolta-se...
Não o definhamento do corpo
Mas do definhamento da alma
Da energia e do perispírito humano
Desgastado e se desgastando e não se acaba...
Contempla o pico mais alto da existência
E retorna sublimemente ao estado de latência
De um vir e chegar perene
Sem ter um fim palpável e empírico aos olhos nus que contemplem...
Paulo Jorge (Spokkus Haddamanttiis)
Maceió-AL 01/05/14
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