quarta-feira, 5 de março de 2014

E assim foi...



E assim foi...
No queimar da fogueira bailava eu...
E a bela rosa vermelha, a cigana Azaleia...
Me olha nos olhos e me deseja ter na sua choupana em noite forte
Eu só queria unir-la comigo, como o sul deseja ardentemente o norte
Beijá-la e acalentá-la com o queimar do meu corpo incendiado de paixão genuína e de sangue fervente...
Ó minha doce Azaleia...
Cigana dos mais belos cabelos longos, lisos e negros...
Que me fisgaram e me causaram doce e aceitável furor, e ansioso desespero...
Que a lenha se reduz em cinzas com a fumaça pairando sobre o ar...
Incensando a manhã de cinzas e nos faz experimentar a fragrância daquele beijo noturno que nos edificou...
E que na memória fica e seu corpo para mim exalou e em meus olhos eterniza...


Paulo Jorge

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