segunda-feira, 17 de março de 2014

Viajante Eterno


A raiva toma-me como as corredeiras do Himalaia
Onde abrem-se as comportas do meu ser
Para que a água podre e fétida
Do meu ser de uma vez saia...

Procuro com grande afã
A água pura e límpida
Do bom senso e da razão
Da sanidade, calma, águas que se originam do meu coração...

Procuro e rebusco o meu sorriso de menino
Aquele que em nenhuma vez esteve me impedindo
De levar a vida de um jeito otimista
Assolado diariamente pela a costumeira ciclotimia...

Entre limites e parâmetros
Friamente calculados
Vou caminhando acompanhado pelo sorriso da volta e dor da vinda...
No qual pela vida nasci e fui na pele marcado...

Viver com boas energias no sangue
É isto que busco como meu legado
Que a simplicidade e a humildade façam sempre parte de mim
Só delas é que me interessa estar respaldado...

Paulo Jorge

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